
Peças cruciais para projeto petrolífero superam conflito no Oriente Médio e chegam à Argentina

As operações do projeto Vaca Muerta Oil Sur (VMOS) ganharam impulso com a chegada de enormes monobóias (boias de amarração de ponto único) ao porto de San Antonio Este, na província de Río Negro, na Argentina, informou o jornal La Nación na segunda-feira (5).

O equipamento, fabricado nos Emirados Árabes Unidos, atravessou o Estreito de Ormuz para garantir a viabilidade logística de um dos maiores planos de exportação de petróleo do país.
A chegada dos equipamentos elimina uma das principais preocupações da estatal YPF, que avaliava procurar alternativas caso a instabilidade geopolítica no Oriente Médio comprometesse o cronograma de obras. Cada estrutura, avaliada em US$ 19 milhões, será instalada em Punta Colorada, a cerca de sete quilômetros da costa. As monobóias funcionarão como pontos de amarre e carga em alto-mar conectadas por tubulações submarinas, permitindo o carregamento de navios gigantes (VLCC) com capacidade para dois milhões de barris por viagem.
Petróleo em Vaca Muerta
O megaprojeto VMOS, que exige um investimento de aproximadamente US$ 3 bilhões, já apresenta avanços significativos: a obra marítima está 90% concluída, enquanto que o terminal de Punta Colorada está 70% finalizado. O plano inclui ainda um oleoduto de 437 quilômetros e tanques de armazenamento de grande escala.
A previsão é que as operações comecem em novembro, com a primeira exportação programada para o início de 2027. O sistema deve iniciar transportando 180 mil barris diários, com meta de alcançar 550 mil no segundo semestre de 2027, podendo chegar a 700 mil barris por dia. O objetivo central é escoar o excedente da produção de Vaca Muerta, que projeta alcançar 1,5 milhão de barris por dia até 2030.
