
Geórgia acusa Bruxelas de dar conselhos 'nocivos' ao país e rejeita sanções contra Moscou

O presidente do Parlamento da Geórgia, Shalva Papuashvili, lançou na quarta-feira (7) uma dura crítica contra a União Europeia e afirmou que seu país teria deixado de existir como Estado funcional se tivesse seguido as recomendações de Bruxelas sobre as relações com a Rússia, informa a 1TV.
"Acho que é melhor ser um país candidato apenas no papel do que um Estado apenas no papel. Se tivéssemos ouvido Bruxelas, a Geórgia seria hoje um Estado apenas no papel, por muitas razões", disse Papuashvili a jornalistas, numa clara resposta a declarações anteriores da comissária de expansão da Comunidade Europeia, Marta Kos.

"Como sabem, a Geórgia é um país candidato apenas no papel, lamento. Gostaria que a Geórgia, com o enorme apoio do povo georgiano, estivesse hoje no patamar da Moldávia e da Ucrânia", afirmou Kos dias antes.
Papuashvili rejeitou categoricamente essa comparação.
"Se tivéssemos acreditado em Bruxelas e optado pela escalada com a Rússia, a Geórgia estaria economicamente arruinada como a Moldávia, provavelmente teria entrado num novo conflito militar com a Rússia e seria um país devastado pela guerra como a Ucrânia", afirmou o político georgiano.
"O principal pecado que cometemos diante de Bruxelas é de não levar em conta seus conselhos danosos — e o povo georgiano sai ganhando. Se tivéssemos acreditado neles, a Geórgia hoje seria um Estado apenas no papel", acrescentou Papuashvili.
- Desde o início do conflito militar entre Rússia e Ucrânia, os países europeus têm pressionado o governo georgiano para que imponha sanções contra Moscou, mas Tbilisi rejeitou a exigência. Diante da recusa, Bruxelas suspendeu, na prática, o processo de adesão da Geórgia ao mercado comum europeu.
