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O que acontecerá com os preços do petróleo se houver novas tensões no Oriente Médio?

Outro fator que afeta os preços é o corte na produção no Golfo do México.
O que acontecerá com os preços do petróleo se houver novas tensões no Oriente Médio?Gettyimages.ru / shotbydave

O preço do petróleo bruto subiu mais de 3% nesta quinta-feira (8) em meio a temores de uma escalada no Oriente Médio.

Logo após a abertura do mercado de ações europeu, o petróleo Brent subiu 3,9%, para US$ 104,12 por barril enquanto o índice de referência americano West Texas Intermediate (WTI) recuperou quase 3,8%, ultrapassando os US$ 91,60 por barril.

Em meio ao aumento de preço, que também está causando incerteza em mercados financeiros, os países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) estão se preparando para liberar petróleo adicional de suas reservas se necessário, segundo informou o chefe da organização, Faith Birol, citado pela imprensa. 

Em setembro, o Bank of America já tinha elevado sua previsão para o preço de referência global do petróleo Brent para o último semestre do ano de US$ 83 para US$ 95, afirmando que os preços continuarão subindo se o conflito se prolongar. Já na terça-feira (6), a Administração de Informação Energética dos EUA (EIA) elevou sua previsão para o preço do petróleo Brent no quarto trimestre de 2026 para US$ 105 por barril, em sua edição de outubro do Relatório de Perspectivas Energéticas de Curto Prazo, o que representa uma alta de US$14 em relação ao mês passado.

Outro fator que afetou os preços foi o corte na produção no Golfo do México de mais de 500 mil barris por dia devido à suspensão das operações em função da aproximação do furacão Isaías.

Efeito contrário ao desejo de Trump

A alta ocorre em meio a relatos de que o presidente dos EUA, Donald Trump, estaria considerando novos ataques contra o Irã antes das eleições de meio de mandato do próximo mês. Segundo as fontes, o plano do presidente era obter avanços na guerra e reduzir os preços da gasolina antes da votação. 

Especialistas citados pelo jornal The Atlantic na quarta-feira (7) alertaram que a estratégia pode produzir o efeito contrário ao desejado sobre os combustíveis, já que os preços do petróleo costumam subir quando os Estados Unidos retomam os ataques.