Em uma conversa com o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, o senador brasileiro e candidato à presidência Flávio Bolsonaro afirmou, nesta quarta-feira (7), que, se eleito, vai designar as principais facções criminosas do Brasil como organizações terroristas e fortalecerá a cooperação com os Estados Unidos e outros países da América Latina para combatê-las.
Foi durante esse diálogo com De la Espriella, divulgado pelo próprio brasileiro, que Flávio mencionou especificamente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), duas das maiores organizações criminosas do Brasil.
Ele argumentou que classificá-las como grupos terroristas permitiria maior cooperação internacional e o direcionamento de suas fontes de financiamento.
O candidato também contrastou sua posição com a do atual governo brasileiro, observando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao governo Trump que não designasse o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
O governo Lula já havia rejeitado essa classificação e defende que as facções criminosas devem ser combatidas de acordo com a legislação vigente sobre crime organizado.
A proposta de Flávio Bolsonaro faz parte de uma estratégia mais ampla para alinhar a política de segurança brasileira à dos EUA.
O senador também sugeriu que um possível governo sob sua liderança incorporaria o Brasil ao chamado "Escudo das Américas", uma iniciativa de "segurança" liderada pela Casa Branca que envolve diversos países da América Latina.
- Lula e Flávio Bolsonaro se enfrentarão no segundo turno das eleições presidenciais, que ocorrerá no dia 25 de outubro.