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Kremlin diz em que concorda com Rubio sobre a Ucrânia

O porta-voz Dmitry Peskov afirmou que as recentes ameaças de Zelensky contra a Rússia mostram, em sua avaliação, a falta de disposição de Kiev de "avançar pelo caminho da paz".
Kremlin diz em que concorda com Rubio sobre a UcrâniaGettyimages.ru / Kay Nietfeld

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou nesta quinta-feira (8) que a Rússia concorda com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que atualmente não há perspectivas de uma solução diplomática para o conflito na Ucrânia.

"Sim, concordamos com Rubio", disse Peskov a jornalistas, durante uma visita do presidente russo, Vladimir Putin, ao Turcomenistão. Segundo o porta-voz, Moscou não vê, por ora, condições para avançar rumo a um acordo de paz, embora continue valorizando os esforços diplomáticos, incluindo as iniciativas da Índia. Ele ressaltou, porém, que a Rússia busca uma solução abrangente e duradoura, e não acordos parciais.

Peskov afirmou que as recentes ameaças de Vladimir Zelensky contra a Rússia demonstram, na avaliação dele, que Kiev não quer "avançar pelo caminho da paz".

  • Anteriormente, a inteligência russa denunciou que Zelensky e seus aliados não têm interesse em pôr fim ao conflito por lucrarem com as hostilidades, que são destrutivas para a população ucraniana e se sustentam às custas dos contribuintes europeus.

  • O presidente russo, Vladimir Putin, tem manifestado repetidamente que seu país está comprometido em encontrar uma solução diplomática para a crise ucraniana. Ele enfatizou que é necessário garantir a segurança de longo prazo da Rússia e eliminar as causas profundas do conflito, entre elas a expansão da OTAN, que Moscou considera uma ameaça, e a violação dos direitos da população de língua russa na Ucrânia.

  • A proposta russa prevê queKiev retire completamente suas tropas das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, bem como das províncias de Zaporozhie e Kherson (incorporadas à Rússia após consultas populares em 2022), e que reconheça esses territórios, junto com a Crimeia e Sebastopol, como parte da Federação Russa. Além disso, devem ser garantidas a neutralidade, o não alinhamento, a desnuclearização, a desmilitarização e a "desnazificação" da Ucrânia.