Notícias

Ativista acusa EUA de usar novas acusações contra Maduro para desviar foco da saúde de Cilia Flores

Sabrina Mendoza afirma que a esposa do presidente venezuelano precisa de cirurgia cardíaca urgente, mas teve pedido de prisão domiciliar negado pela Justiça americana.
Ativista acusa EUA de usar novas acusações contra Maduro para desviar foco da saúde de Cilia FloresGettyimages.ru / Carolina Cabral

O governo dos Estados Unidos tentou desviar a atenção do pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa de Cilia Flores, esposa do presidente venezuelano Nicolás Maduro, devido ao seu delicado estado de saúde, ao anunciar novas acusações contra o casal nesta quinta-feira (8). A avaliação é da ativista e artista venezuelana Sabrina Mendoza, que vive em Nova York e acompanhou as audiências judiciais, em declarações à RT.

"Na audiência desta quinta-feira (8), vimos que a Promotoria americana mencionou as novas acusações contra a primeira combatente, Cilia Flores, e o presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, para desviar a atenção do que realmente estava sendo discutido, que era o pedido de prisão domiciliar para Cilia [Flores], devido à necessidade urgente de uma cirurgia cardíaca por problemas graves de saúde, após o sequestro de que foi vítima e a violência que continua sofrendo", afirmou Mendoza.

Questionada sobre a veracidade das informações divulgadas pela imprensa de que Flores estaria visivelmente mais magra e fisicamente debilitada, a ativista confirmou que ela "perdeu um pouco de peso". No entanto, ressaltou que seu delicado estado de saúde não a impediu de acompanhar atentamente os argumentos do juiz, que acabou rejeitando o pedido, nem de discutir ativamente o caso com seus advogados.

Mendoza também afirmou que o tratamento dado à primeira-dama venezuelana "é um claro caso de misoginia e imperialismo americano contra um povo latino-americano". Embora Flores e seus advogados não tenham comemorado a decisão judicial desfavorável, a ativista avaliou que eles não estavam "abatidos". "É apenas uma derrota em uma longa luta que está sendo travada tanto aqui quanto na República Bolivariana da Venezuela. O que vemos é uma resiliência digna de admiração", declarou.

Por fim, questionada sobre os motivos pelos quais Flores recusou uma cirurgia cardíaca sugerida durante sua detenção, Mendoza esclareceu que a venezuelana não rejeitou o procedimento em si, mas as condições em que ele foi oferecido, sem os detalhes e esclarecimentos aos quais teria direito. "Não é que ela esteja se recusando a fazer uma cirurgia, mas se recusa a passar por uma cirurgia em condições adversas, nas quais informações lhe são ocultadas", enfatizou.