O governo dos Estados Unidos tentou desviar a atenção do pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa de Cilia Flores, esposa do presidente venezuelano Nicolás Maduro, devido ao seu delicado estado de saúde, ao anunciar novas acusações contra o casal nesta quinta-feira (8). A avaliação é da ativista e artista venezuelana Sabrina Mendoza, que vive em Nova York e acompanhou as audiências judiciais, em declarações à RT.
"Na audiência desta quinta-feira (8), vimos que a Promotoria americana mencionou as novas acusações contra a primeira combatente, Cilia Flores, e o presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, para desviar a atenção do que realmente estava sendo discutido, que era o pedido de prisão domiciliar para Cilia [Flores], devido à necessidade urgente de uma cirurgia cardíaca por problemas graves de saúde, após o sequestro de que foi vítima e a violência que continua sofrendo", afirmou Mendoza.
Questionada sobre a veracidade das informações divulgadas pela imprensa de que Flores estaria visivelmente mais magra e fisicamente debilitada, a ativista confirmou que ela "perdeu um pouco de peso". No entanto, ressaltou que seu delicado estado de saúde não a impediu de acompanhar atentamente os argumentos do juiz, que acabou rejeitando o pedido, nem de discutir ativamente o caso com seus advogados.
Mendoza também afirmou que o tratamento dado à primeira-dama venezuelana "é um claro caso de misoginia e imperialismo americano contra um povo latino-americano". Embora Flores e seus advogados não tenham comemorado a decisão judicial desfavorável, a ativista avaliou que eles não estavam "abatidos". "É apenas uma derrota em uma longa luta que está sendo travada tanto aqui quanto na República Bolivariana da Venezuela. O que vemos é uma resiliência digna de admiração", declarou.
Por fim, questionada sobre os motivos pelos quais Flores recusou uma cirurgia cardíaca sugerida durante sua detenção, Mendoza esclareceu que a venezuelana não rejeitou o procedimento em si, mas as condições em que ele foi oferecido, sem os detalhes e esclarecimentos aos quais teria direito. "Não é que ela esteja se recusando a fazer uma cirurgia, mas se recusa a passar por uma cirurgia em condições adversas, nas quais informações lhe são ocultadas", enfatizou.