O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou nesta sexta-feira (9) o Comitê Norueguês do Nobel por conceder o Prêmio Nobel da Paz de 2026 à jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay e republicou uma mensagem que a retrata como uma adversária dos Estados Unidos e de Israel.
O presidente americano compartilhou novamente as declarações de David Schoen, um de seus advogados durante o segundo processo de impeachment que enfrentou, em fevereiro de 2021.
Na mensagem republicada por Trump, Schoen declarou: "Hoje, o Comitê do Nobel se desacreditou de forma irreversível e rebaixou o outrora grandioso Prêmio Nobel da Paz ao concedê-lo a 'Navi' Pillay, da ONU".
"Pillay é uma crítica descarada dos Estados Unidos e de Israel. Em seu cargo, ela exaltou terroristas e recompensou o Hamas. Conduziu uma "investigação" fraudulenta na qual alegou ter descoberto que Israel havia cometido genocídio e defendeu que o país fosse julgado. Ela não tem credibilidade alguma em nenhum meio convencional e nunca fez nada para promover a paz. Muito pelo contrário", acrescentou Schoen em sua publicação.
A reação de Trump vem após as denúncias feitas por Pillay sobre o conflito e a crise humanitária em Gaza. Em fevereiro de 2025, quando presidia a Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre os Territórios Palestinos Ocupados, ela classificou como "limpeza étnica" e ilegal o plano do presidente americano de reassentar a população do enclave em países vizinhos.
Pillay argumentou que o deslocamento forçado constitui um crime internacional e que não existe fundamento jurídico para expulsar os palestinos de suas terras.