
Moscou alerta para risco de expansão da guerra no Iêmen e apela por negociações

A Rússia alertou nesta sexta-feira (9) para o risco de expansão da guerra no Iêmen e pediu a retomada das negociações entre as partes envolvidas. Em reunião do Conselho de Segurança da ONU, o representante permanente russo, Vassily Nebenzia, afirmou que a criseatravessa sua fase mais grave dos últimos anos.
Segundo o diplomata, o cessar-fogo firmado em outubro de 2022 deixou de vigorar, e os confrontos entre as autoridades e o movimento Ansar Allah, conhecido como Houthis, se intensificaram. "A situação no Iêmen está verdadeiramente à beira do desastre", declarou.

Nebenzia também manifestou preocupação com a expansão regional do conflito, os ataques contra instalações na Arábia Saudita e os impactos sobre a navegação comercial no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb, rota estratégica para o comércio internacional.
"Deve ficar claro para todos que, a longo prazo, não existe alternativa às negociações", afirmou. Segundo ele, tentar resolver a crise pela força "corre o risco de mergulhar todo o país e a região circundante no caos".
O representante russo defendeu um diálogo entre as forças políticas iemenitas, com apoio da ONU, e pediu que os envolvidos interrompam os ataques contra infraestruturas civis, incluindo aeroportos. Ele também alertou para a deterioração da situação humanitária, especialmente no norte do país, e reafirmou o apoio de Moscou à soberania e à integridade territorial do Iêmen.
