O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, negou na sexta-feira (9) o pedido feito pelo seu colega, o ministro Luiz Fux, no dia anterior para que este tivesse acesso integral ao infame inquérito das fake news, segundo informou o portal Poder360.
Fux solicitou a íntegra do processo para poder analisar um pedido realizado pelo PP (Partido Progressista) em 2004, e do qual ele é relator, para que uma investigação contra Jair Bolsonaro (PL) fosse suspensa no âmbito do inquérito. A fim de reunir mais informações para a análise do pedido, o ministro também solicitou acesso ao inquérito das milícias digitais, que, assim como a das fake news, também corre sob segredo de justiça.
Fachin negou o pedido de Fux argumentando que os 104 procedimentos do inquérito, que incluem petições e investigações preliminares, ainda não foram analisados, após o que o processo deverá ser definitivamente arquivado e tornado público.
"Sob a atual Presidência, pretende-se concluir responsavelmente essa trajetória, com o exame dos procedimentos ainda pendentes e, uma vez cumpridas as etapas processuais necessárias, promover o arquivamento definitivo do inquérito, garantindo-se então a ampla publicidade de todos os atos e o acesso integral a que almeja o Ministro Luiz Fux", lê-se na decisão emitida pelo presidente da Corte.