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Trump sobre o conflito ucraniano: Zelensky não quer chegar a um acordo

Além disso, ressaltou que Moscou está interessada em chegar a um acordo.
Trump sobre o conflito ucraniano: Zelensky não quer chegar a um acordoGettyimages.ru / Niall Carson / PA Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou a jornalistas antes de entrar a bordo Air Force One que a Rússia quer chegar a um acordo para resolver o conflito ucraniano, mas que o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, se recusa a fazê-lo.

"Acredito que a Rússia quer chegar a um acordo. [...] Isso poderia ter sido resolvido muitas vezes, mas, por algum motivo, Zelensky não quer chegar a um acordo", declarou.

"E, se observarmos a correlação de forças, estamos falando de milhões de soldados a mais de um lado do que do outro. Acredito que teria sido inteligente [chegar a um acordo]", afirmou.

Na avaliação de Trump, Zelensky estaria em uma posição muito mais favorável para negociar se tivesse feito isso há dois anos. "Ele poderia ter conseguido um acordo muito melhor há dois anos", assegurou.

O mandato de Zelensky terminou em 20 de maio de 2024, colocando em dúvida, a partir daquele momento, a legitimidade de seu governo. O líder do regime de Kiev suspendeu as eleições presidenciais, alegando a lei marcial e a mobilização geral decretadas em razão do conflito militar em curso.

  • O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou em diversas ocasiões que seu país está comprometido em encontrar uma solução diplomática para a crise ucraniana. Ele ressaltou a necessidade de garantir a segurança da Rússia a longo prazo e eliminar as causas profundas do conflito, entre elas a expansão da OTAN, considerada uma ameaça por Moscou, e a violação dos direitos da população de língua russa na Ucrânia.

  • A proposta russa prevê que Kiev retire completamente suas tropas das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, bem como das regiões de Zaporozhie e Kherson, incorporadas à Rússia após consultas populares realizadas em 2022, e reconheça esses territórios, juntamente com a Crimeia e Sebastopol, como parte da Federação da Rússia. Além disso, Moscou exige que sejam garantidos a neutralidade, o não alinhamento, a desnuclearização, a desmilitarização e a desnazificação da Ucrânia.