Naufrágio perto do Djibuti deixa 139 migrantes mortos e 84 desaparecidos

A embarcação visava alcançar o Iêmen, em uma rota frequentemente usada por emigrantes somalis e etíopes que pretendem trabalhar em país ricos do Golfo Pérsico.

Pelo menos 139 pessoas, incluindo 15 crianças, morreram após uma embarcação que transportava 305 migrantes naufragar ao largo da costa do Djibuti, informou a Organização Internacional para as Migrações (OIM) no domingo (11).

Embora não seja possível confirmar a identidade do mortos e desaparecidos, todos os 82 sobreviventes são cidadãos da Etiópia, segundo o periódico britânico The Guardian. A rota é comumente usada por emigrantes etíopes e somalis com o objetivo de alcançar países ricos do Golfo Pérsico, como a Arábia Saudita.

Segundo os sobreviventes, o acidente ocorreu perto da localidade de Guhere, ao norte do povoado pesqueiro de Obock, durante a noite de 8 para 9 de outubro, quando a embarcação viajava do Djibuti para o Iêmen. A OIM descreveu o incidente como um dos desastres náuticos mais letais já registrados no corredor migratório entre o Chifre da África e a Península Arábica, conhecido como a rota oriental.

A rota é considerada uma das mais perigosas do mundo, devido não só a travessia marítima, cruzando o Mar Vermelho pelo seu ponto mais estreito, como a necessidade de longas caminhadas sob um clima implacável.