'Hipocrisia espantosa': Assessor de Putin rebate críticas da UE sobre acordo de diesel com EUA

Kirill Dmitriev denunciou a hipocrisia de Bruxelas, apontando que o próprio bloco comunitário recebeu, desde 2022, suprimentos de energia da Rússia no valor de cerca de 320 bilhões de dólares.

As críticas da Europa ao acordo de fornecimento de diesel russo aos EUA, firmado em 9 de outubro entre Vladimir Putin e Donald Trump, representam uma "hipocrisia espantosa", declarou nesta segunda-feira o diretor-geral do Fundo Russo de Investimento Direto e enviado especial da Presidência russa, Kirill Dmitriev.

Dmitriev citou no X as declarações do vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak, que detalhou que desde 2022 a Europa recebeu suprimentos de energia da Rússia no valor de cerca de US$ 320 bilhões.

"A espantosa hipocrisia dos burocratas da UE que criticam o acordo entre os EUA e a Rússia sobre o diesel", enfatizou.

Enquanto isso, em outra publicação, Dmitriev apontou que "a União Europeia e a mídia tradicional ocultam esse fato e têm a ousadia de criticar o acordo entre os EUA e a Rússia sobre o diesel, que beneficia os agricultores e consumidores americanos, o mercado de energia e o mundo inteiro". "A verdade importa", concluiu.

A "hipocrisia" europeia

Diante das críticas dos líderes europeus, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, acusou a Europa de adotar um duplo padrão em entrevista à Fox News no domingo (11).

O político criticou a postura desses países, que acusam Washington de fornecer recursos financeiros a Moscou em meio ao conflito ucraniano, embora, segundo ele, eles próprios nunca tenham deixado de comprar recursos energéticos de origem russa devido à sua dependência.

"Desde o início desta guerra, os europeus deram mais dinheiro aos russos do que aos ucranianos, porque não conseguem deixar de depender da energia russa. Sua política energética fracassou, e eles continuam financiando Vladimir Putin. Portanto, dizer que não podemos ter um alívio nos preços do diesel é uma hipocrisia completa", concluiu o secretário.