Mais de uma hora de atraso: ligação ao 911 revela falhas no socorro a Christa Pike

Funcionários do Departamento de Comunicações de Emergência chegaram a classificar o chamado como um "alarme falso", afirmando que não era necessária assistência no presídio.

Novas gravações de chamadas de emergência para o 911 revelaram uma grave sequência de negligências e desorganização entre as equipes de socorro e os funcionários penitenciários do Tennessee após a tentativa frustrada de execução de Christa Pike, causando a perda de minutos cruciais, infomou a AP nesta terça-feira (13).

A primeira chamada de emergência foi registrada às 20h40, horário local, de 30 de setembro, pouco mais de uma hora após o início da tentativa de execução por injeção letal, informando que Pike estava inconsciente e com dificuldades para respirar. No entanto, a falta de coordenação paralisou o atendimento.

Às 21h03, funcionários do Departamento de Comunicações de Emergência chegaram a classificar o chamado como um "alarme falso", alegando que não era necessário prestar assistência na Penitenciária de Riverbend.

A confusão chegou ao ponto de as equipes de resgate posicionadas do lado de fora informarem pelo rádio que um funcionário do estado exigia aos gritos entrar pela entrada principal, enquanto a central de controle da unidade negava ter solicitado o atendimento.

Somente às 21h11 a penitenciária confirmou que a emergência era real, permitindo a entrada das ambulâncias às 21h14. Mesmo durante o transporte para o hospital, às 21h34, os paramédicos precisaram confirmar o trajeto devido ao "alto nível de confusão" que prevalecia no local.