Novas gravações de chamadas de emergência para o 911 revelaram uma grave sequência de negligências e desorganização entre as equipes de socorro e os funcionários penitenciários do Tennessee após a tentativa frustrada de execução de Christa Pike, causando a perda de minutos cruciais, infomou a AP nesta terça-feira (13).
A primeira chamada de emergência foi registrada às 20h40, horário local, de 30 de setembro, pouco mais de uma hora após o início da tentativa de execução por injeção letal, informando que Pike estava inconsciente e com dificuldades para respirar. No entanto, a falta de coordenação paralisou o atendimento.
Às 21h03, funcionários do Departamento de Comunicações de Emergência chegaram a classificar o chamado como um "alarme falso", alegando que não era necessário prestar assistência na Penitenciária de Riverbend.
A confusão chegou ao ponto de as equipes de resgate posicionadas do lado de fora informarem pelo rádio que um funcionário do estado exigia aos gritos entrar pela entrada principal, enquanto a central de controle da unidade negava ter solicitado o atendimento.
Somente às 21h11 a penitenciária confirmou que a emergência era real, permitindo a entrada das ambulâncias às 21h14. Mesmo durante o transporte para o hospital, às 21h34, os paramédicos precisaram confirmar o trajeto devido ao "alto nível de confusão" que prevalecia no local.
- Pike, que atualmente tem 50 anos, foi condenada à pena máxima pelo brutal assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995. Ela sobreviveu a 2 injeções de pentobarbital. Especialistas e investigadores sugerem que problemas de coagulação associados a uma doença sanguínea preexistente da condenada — sobre os quais sua defesa já havia alertado anteriormente — podem ter provocado o bloqueio dos acessos venosos, impedindo que o medicamento chegasse à corrente sanguínea.
- Após a tentativa de execução fracassada, Pike permaneceu vários dias em estado crítico, recebendo suporte respiratório. Sua equipe jurídica não tinha expectativas de que ela sobrevivesse. No entanto, a detenta recobrou a consciência na semana passada, começou a falar e a caminhar com ajuda. Posteriormente, recebeu alta do hospital e foi levada de volta à penitenciária feminina onde está presa há três décadas.