Chip cerebral faz deficiente visual voltar a ler

A empresa norte-americana Science Corporation implantou pela primeira vez o chip PRIMA em um paciente com doença de Stargardt, uma condição hereditária que provoca a perda progressiva da visão central.
Our first blind patient in a clinical trial with Stargardt disease received the PRIMA implant and at his first rehab session, he saw a letter, and during his second session, he read a word. Watch the video: https://t.co/q298ElNxyQ
— Science Corporation (@ScienceCorp_) October 13, 2026
O procedimento faz parte de um ensaio clínico realizado no Hospital Oftalmológico de Sydney, na Austrália, e marca o início dos testes da tecnologia em pacientes com a doença, que ainda não tem cura.
Como funciona o implante?
Segundo a empresa, o paciente recebeu o chip em maio. Na primeira sessão de reabilitação, conseguiu reconhecer uma letra; na segunda, já foi capaz de ler uma palavra.
O sistema combina o implante PRIMA, colocado sob a retina, com óculos especiais que projetam luz infravermelha. O chip converte essa luz em sinais elétricos, que são transmitidos ao cérebro por meio das células da retina que continuam funcionando.

Hodak explicou que, por enquanto, o dispositivo permite enxergar imagens em preto e branco, com alto contraste, em uma pequena área do campo visual.
A resolução, porém, já é suficiente para distinguir várias letras simultaneamente.
O próximo passo é ampliar essa área e melhorar a nitidez, aproximando o desempenho do implante ao da visão natural.
A Science Corporation já comercializa o mesmo chip na Europa para tratar outra forma de degeneração macular. A empresa avalia que a tecnologia também poderá ser aplicada a outras doenças da retina, além da de Stargardt, que afeta cerca de 150 mil pessoas em todo o mundo.
