O ex-chefe do Shin Bet, uma das agências de inteligência de Israel, Ronen Bar, entrou com uma ação por difamação contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na quarta-feira (14).
Ele pede 3 milhões de shekels (cerca de US$ 970 mil) em idenização, informou o The Times of Israel.
Netanyahu alegou, em setembro deste ano, que Bar sabia da ameaça de ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, mas não o avisou.
Na ação, Bar afirma que ele e o Shin Bet informaram prontamente a Secretaria Militar do Gabinete do Primeiro-Ministro, responsável pela comunicação entre Netanyahu e os serviços de segurança.
Ele também diz ter alertado o premiê, nos meses anteriores ao ataque, que o Hamas interpretava a agitação social provocada pela controversa reforma judicial como sinal de fraqueza de Israel, o que aumentava o risco de guerra. Segundo Bar, Netanyahu ignorou os avisos.
O ex-chefe do Shin Bet afirma ter documentos que comprovam suas alegações e pretende pedir que sejam tornados públicos e apresentados à Justiça.
No dia 28 de setembro, Netanyahu publicou no X uma declaração posteriormente removida, acusando Bar de "falhas" e "crimes" no período que antecedeu o ataque.
O premiê afirmou que o ex-chefe da agência contatou outros altos funcionários da inteligência e da defesa, mas "decidiu não ligar ou informar o primeiro-ministro" e não ordenou a evacuação do festival de música Nova, que acabou no meio do tiroteio entre as forças israelenses e o Hamas. .