Taiwan prepara ofensiva tecnológica contra China para se alinhar aos EUA

Em alinhamento à legislação americana, o envio à China de "hardware" de IA submetido a restrições passará a constituir crime, nos termos da Lei de Comércio Exterior de Taiwan.

Taiwan vai intensificar os controles sobre a exportação de chips de inteligência artificial (IA) para a China, buscando se alinhar ainda mais às restrições impostas pelos Estados Unidos ao gigante asiático.

O ministro da Economia de Taiwan, Kung Ming-hsin, declarou na sexta-feira (16) à Bloomberg que Taipé pretende incluir servidores de IA e semicondutores de última geração na lista de itens sujeitos a controle.

Com a medida, o envio à China de "hardware" de IA submetido a restrições passará a constituir crime, nos termos da Lei de Comércio Exterior de Taiwan.

"Daqui em diante, algumas de nossas medidas relativas a itens controlados estarão alinhadas às dos Estados Unidos, já que assumimos diversos compromissos no Acordo sobre Comércio Recíproco", explicou o ministro, referindo-se ao acordo comercial assinado neste ano entre a ilha chinesa e os Estados Unidos.

Ele, no entanto, não informou quando as novas restrições entrarão em vigor.

Qual é o objetivo?

Embora Washington venha limitando há algum tempo as compras chinesas de chips de IA fabricados pela Nvidia e pela Advanced Micro Devices (AMD), a Bloomberg observa que algumas empresas chinesas supostamente conseguem obter esses produtos por meio do mercado ilegal.

Até o memento, Taiwan não considera crime a exportação não autorizada desse tipo de tecnologia para a China. As autoridades taiwanesas apenas alertam os possíveis vendedores de que essas remessas podem violar as normas dos Estados Unidos.

As únicas medidas judiciais disponíveis nos tribunais da ilha para processar suspeitos de contrabando se baseiam em outras leis locais já em vigor.