O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, agradeceu no domingo (18) ao presidente dos EUA, Donald Trump, pelo seu "apoio extraordinário" antes das eleições gerais de 27 de outubro.
Em uma mensagem em vídeo no X, Netanyahu enfatizou que Trump é o maior aliado que seu país já teve na Casa Branca, ao mesmo tempo em que elogiou sua posição em relação ao Irã, que ele acusou de buscar armas nucleares — uma alegação que Teerã sempre negou, ressaltando a natureza civil de seu programa nuclear.
"Ele está absolutamente focado na tarefa de eliminar essa ameaça para a atual geração de americanos e para todas as gerações futuras", afirmou.
Netanyahu declarou que eliminar a suposta "ameaça" iraniana permitiria a redução dos preços da gasolina nos EUA e assegurou que isso só seria possível "sob a liderança de Trump". "Isso não acontecerá com aqueles que querem chegar a acordos e apaziguar" a liderança iraniana, disse ele.
Netanyahu fez essas declarações depois que o presidente dos EUA expressou seu "apoio total" às eleições parlamentares, as primeiras a serem realizadas em Israel desde a operação do Hamas em 7 de outubro de 2023.
Em sua conta no Truth Social, o presidente afirmou que se Israel tivesse o "líder errado", que seria "qualquer pessoa que não fosse Bibi", os EUA teriam que confrontar o Irã sozinhos, algo que ele disse não estar preparado para fazer.
As eleições em Israel serão marcadas pela disputa entre o bloco de Netanyahu e o liderado por Gadi Eisenkot.
Segundo as pesquisas, nenhum dos dois tem garantida a maioria de 61 cadeiras no Knesset, necessária para formar governo.