Luiz Inácio Lula da Silva, do PT (Partido dos Trabalhadores), vence Flávio Bolsonaro, do PL (Partido Liberal), e é reeleito presidente do Brasil em uma virada histórica.
Com 99,88% das seções eleitorais apuradas, Lula tem 51,76% dos votos válidos, ante 48,24% do bolsonarista.
O petista soma 64.150.757 votos, contra 59.779.019 de Flávio, uma diferença de 4.371.738 votos.
Os votos em branco somam 1.428.940, o equivalente a 1,12% do total, enquanto os nulos representam 2,12%.
A vitória de Lula representa um duro revés na campanha de Flávio, que esperava uma vitória do senador após o primeiro turno, quando terminou à frente do petista.
Desde a redemocratização do Brasil, nunca um candidato que perdeu o primeiro turno conseguiu vencer o segundo turno.
O segundo turno no Brasil mostrou-se o mais acirrado e polarizado desde o confronto entre Lula e Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.
Primeiro turno
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro terminou à frente de Lula, com 47,03% dos votos válidos, cerca de 56,1 milhões de votos.
O petista obteve 45,16%, ou 53,8 milhões de votos, e chegou à segunda etapa da disputa em desvantagem de aproximadamente 2,3 milhões de votos.
Mais de 33 milhões de brasileiros não votaram no primeiro turno
Quarto mandato
Com o novo mandato, Lula chegará a um quarto período na Presidência da República, um feito inédito entre presidentes eleitos no país.
O petista governou o Brasil de 2003 a 2010 e voltou ao Planalto em 2023, após vencer Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022.
A vitória, porém, não encerra os desafios políticos do governo.
Lula terá de lidar com um Congresso de perfil mais inclinado à direita, o que pode dificultar a articulação para aprovar propostas, além da persistência da polarização política e das pressões econômicas que devem marcar o próximo mandato.
Da cela ao Planalto
Em 2018, Lula foi preso após ser condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá.
Naquele ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrou sua candidatura à Presidência com base na Lei da Ficha Limpa.
Em 2019, o petista também foi condenado no caso do sítio de Atibaia.
Ao todo, Lula ficou preso por 580 dias, até deixar a prisão em novembro daquele ano.
Em abril de 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações dos casos do triplex e do sítio, por entender que a Justiça Federal de Curitiba não tinha competência para julgá-los.
Com a decisão, Lula recuperou os direitos políticos e voltou a ficar elegível.