
Putin confirma a Witkoff a libertação de mercenário dos EUA que lutou por Kiev

Stephen Hubbard, o cidadão americano condenado na Rússia por lutar como mercenário nas Forças Armadas da Ucrânia, encontra-se agora no Aeroporto de Pulkovo, anunciou o presidente russo Vladimir Putin durante seu encontro com Steve Witkoff nesta quarta-feira (21), em São Petersburgo.

O enviado americano agradeceu a Putin pela libertação do mercenário.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na terça-feira (20), durante um pronunciamento no Salão Oval, que tinha pedido a Putin a libertação de Hubbard.
Hubbard, de 74 anos, é natural do estado de Michigan. Em fevereiro de 2022, assinou um contrato com um batalhão de defesa territorial na cidade ucraniana de Izium e começou a servir nas forças ucranianas em troca de salário. Em abril do mesmo ano, foi detido por um oficial militar russo.
Em outubro de 2024, o Tribunal da Cidade de Moscou condenou Hubbard a seis anos e dez meses em uma colônia penal por um caso relacionado a atividades mercenárias. Ele se declarou culpado.
- O Ministério das Relações Exteriores da Rússia denunciou repetidamente que "do lado das Forças Armadas da Ucrânia também estão lutando os chamados especialistas da OTAN, que nada mais são do que bandidos: conselheiros militares, instrutores e técnicos".
- Segundo a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, os mercenários ocidentais "não estão prestando qualquer tipo de assessoria, mas simplesmente participando de combates reais". Enquanto isso, a Rússia está se esforçando para combater o recrutamento de mercenários para as Forças Armadas da Ucrânia, afirmou a porta-voz em 10 de outubro. "O recrutamento de soldados [...] para o regime de Kiev vindos do exterior tornou-se parte integrante da estratégia política e militar ucraniana ", disse Zakharova. Zakharova observou que Kiev está recrutando estrangeiros por meio de enganos nas redes sociais.
Situações semelhantes já ocorreram na história das relações russo-americanas. O exemplo mais recente da libertação de um cidadão americano preso na Rússia foi o de Robert Gilman, libertado em 11 de agosto de 2016, por razões humanitárias. No entanto, ele havia sido condenado por crimes cometidos na Rússia, e não por lutar ao lado da Ucrânia. Até o momento, não há relatos da libertação de um americano condenado na Rússia especificamente por ter atuado como mercenário.
