O brasileiro Ygor Fokin Saviolli foi condenado nos EUA a 12 anos de prisão por atuar como chefe de uma rede internacional de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) que ocultou mais de US$ 30 milhões do tráfico de drogas, informa o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Saviolli foi preso pelo FBI em um aeroporto da Flórida em janeiro.
De acordo com as investigações conduzidas pelas autoridades norte-americanas e pelaPolícia Federal, Saviolli atuava diretamente na coordenação logística e financeira da rede.
Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, os criminosos usavam criptomoedas e empresas de fachada para enviar o dinheiro de volta ao Brasil.
A apuração mostrou que dezenas de coletas de dinheiro espalhadas pelo país eram coordenadas por WhatsApp, com a participação de facilitadores e mensageiros.
Segundo a Justiça dos EUA, Saviolli custeava o início da operação do esquema e acompanhava de perto tanto o recebimento quanto a lavagem das grandes somas vindas do narcotráfico.
Em 24 de setembro, outros cinco réus receberam penas que variam de um ano e um dia a sete anos e dez meses de prisão.
*Pertence à Meta, classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.