
Condenado se salva da execução nos EUA após 28 anos no corredor da morte

A governadora do Alabama, Kay Ivey, comutou a pena de morte de Toforest Johnson para prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, alegando falta de provas diretas suficientes para justificar a pena capital. Ele permaneceu 28 anos no corredor da morte.
"Quando o caso do Sr. Johnson me foi apresentado, tive dúvidas de que houvesse provas diretas suficientes para aplicar a pena mais severa, a pena de morte",disse Ivey em um comunicado divulgado na terça-feira (20).

Johnson foi condenado em 1998 pelo assassinato do auxiliar do xerife William Hardy, morto em 19 de julho de 1995 em um hotel em Birmingham. Diversas testemunhas declararam, em depoimentos juramentados, ter visto Johnson do outro lado da cidade no momento do crime — longe da cena.
A condenação de Johnson foi questionada por décadas devido à conduta dos promotores e à credibilidade da testemunha-chave, Violet Ellison, que recebeu US$ 5 mil do Alabama por informações sobre uma suposta chamada a três em que Johnson teria confessado o crime — pagamento não revelado à defesa.
É a terceira comutação de uma pena de morte realizada por Ivey durante seu mandato, no qual supervisionou 27 execuções — o maior número de qualquer governador do Alabama desde que a pena capital foi reintroduzida em 1983.
