EUA retiram militares e diplomatas do Oriente Médio

Segundo fontes, essas medidas são tomadas em razão das ameaças contínuas na região, que partem inclusive de Teerã.

EUA retiram gradualmente militares e diplomatas de países do Oriente Médio, segundo a NBC. 

"Nos últimos dias, as forças armadas dos EUA têm diminuído de forma discreta sua presença em bases no Oriente Médio enquanto o Departamento de Estado determina uma nova redução do efetivo em diversas missões diplomáticas da região", informa a reportagem.

Esse corte lembra uma situação semelhante no início do conflito com o Irã em fevereiro. Segundo fontes, essas medidas são tomadas em razão das ameaças contínuas na região, que partem inclusive de Teerã.

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Em particular, a redistribuição afetou o contingente americano na Jordânia. Além disso, segundo fontes, a decisão também afeta bases no Catar e no Kuwait.

O porta-voz do Comando Central das Forças Armadas dos EUA, Timothy Hawkins, recusou-se a comentar as redistribuições por questões de segurança, mas destacou que manobras desse tipo ocorrem regularmente para otimizar a prontidão das missões.

Já o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, confirmou a evacuação de parte da equipe da embaixada dos EUA na Arábia Saudita. No entanto, em uma postagem no X, ele chamou de imprecisos os relatos de que o departamento se prepara para emitir uma ordem semelhante para outras embaixadas dos EUA no Golfo Pérsico.

Nova ofensiva ou acordo de paz?

Mover as forças americanas para mais longe da zona de risco faz parte do planejamento militar dos EUA enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, avalia retomar grandes operações de combate no Irã — antes ou depois das eleições de meio de mandato do próximo mês, segundo um oficial americano e uma fonte a par do assunto.

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Por vários meses, o contingente americano nas bases da região ficou abaixo do patamar anterior à guerra de fevereiro, quando o Pentágono retirou a maioria das tropas para protegê-las de ataques de retaliação do Irã. 

O Pentágono informou que mais de 50 mil militares americanos estão na região.

Trump busca encontrar uma forma de encerrar a guerra com o Irã, que já dura oito meses. Ele declarou que o conflito pode terminar após as eleições de meio de mandato em 3 de novembro  — seja por meio de uso adicional de força, seja por um acordo negociado com o Irã.

Trump recebe propostas de ataques contra o Irã

Entre as opções militares apresentadas a Trump nas últimas semanas estão ataques em larga escala contra túneis ou entradas de instalações nucleares iranianas, como na montanha Pickaxe, ou contra ilhas estratégicas do país, segundo um dos oficiais americanos.

Segundo as fontes, entre as opções estão atacar a ilha de Kharg, centro da produção petrolífera iraniana e artéria econômica do país, e a Qeshm, no Estreito de Ormuz.

Alguns conselheiros de Trump, incluindo o secretário de Defesa Pete Hegseth, defenderam em particular a retomada das operações militares contra o Irã.

Hegseth reuniu-se em 20 de outubro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu — defensor de novos ataques ao Irã — durante uma visita ao Oriente Médio.

Em entrevista à Newsmax na semana passada, Trump não descartouo uso da chamada "mãe de todas as bombas" (MOAB) contra a infraestrutura iraniana.

Uma nova operação no Irã pode ser de curta duração, como a que os EUA iniciaram em junho de 2025 sob o nome de operação Midnight Hammer, executada durante a Guerra dos Doze Dias entre Irã e Israel.

Trump deixou em aberto a possibilidade de escalada da guerra caso decida retomar as operações de combate.