O líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, respondeu сom dureza às críticas de Donald Trump e negou ser o responsável pela alta dos preços do diesel.
"Isso é totalmente falso, não entendo. Tenho uma boa relação com ele, com Trump, e acho errado e inaceitável que ele me culpe", afirmou. "[Trump] está mudando o contexto, e isso não é justo. Por isso disse, com honestidade, que é injusto", completou.
Segundo Zelensky, o aumento dos preços da energia decorre da guerra contra o Irã e da situação na região.
"Isso é desviar o foco do Irã e do Oriente Médio.Todo o volume está bloqueado lá; a energia e o Estreito de Ormuz estão parados. A raiz do problema é essa, mas a culpa recai sobre nós", disse.
Zelensky voltou a pedir mais ajuda militar para a Ucrânia, já que o processo de resolução do conflito está travado. Além disso, o líder do regime ucraniano se mostrou frustrado com as restrições no fornecimento de armas.
"É simplesmente injusto: mísseis Patriot para o Oriente Médio; um acordo de diesel com Putin", lamentou Zelensky.
"É injusto. E 'precisam de um presidente diferente'", acrescentou, referindo-se às declarações de Trump sobre a necessidade de uma mudança de liderança na Ucrânia.
- Donald Trump exigiu que Zelensky encerrasse os ataques às refinarias de petróleo russas. No entanto, o líder ucraniano optou por ignorar essas exigências e continuou seus ataques.
- Em 9 de outubro, Trump afirmou que, durante conversa por telefone naquele dia com Vladimir Putin, eles haviam chegado a um acordo sobre o fornecimento de diesel russo. Para facilitar o acordo, o Departamento do Tesouro anunciou a suspensão temporária das sanções às entregas de diesel russo até 7 de abril de 2027.
- A decisão do chefe da Casa Branca surpreendeu a Ucrânia. Após o anúncio do acordo, Zelensky o classificou como "injusto e desonesto". Trump, por sua vez, defendeu o acordo: "Precisamos de diesel. Os preços do petróleo já estão despencando". Além disso, o presidente criticou duramente Zelensky, acusando-o de não querer encerrar o conflito. Há mais de uma semana, Trump vem criticando a liderança ucraniana por sua falta de soluções produtivas.
- Em 20 de outubro, Steve Witkoff participou de conversas realizadas em Oslo com o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky. Jared Kushner participou virtualmente. Na reunião em Oslo, os Estados Unidos, a Ucrânia e a Europa definiram uma posição coordenada sobre os próximos passos para resolver a crise e abordar a relação com a Rússia.
- O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou em diversas ocasiões que o país está comprometido em buscar uma solução diplomática para a crise ucraniana. Ele ressalta, no entanto, que qualquer acordo deve garantir a segurança da Rússia no longo prazo. Segundo Moscou, isso passa por eliminar as chamadas "causas profundas" do conflito, incluindo a expansão da OTAN, vista pelo Kremlin como uma ameaça, e questões relacionadas aos direitos da população de língua russa na Ucrânia.
- No dia seguinte, Witkoff se reuniu com o presidente russo Vladimir Putin em São Petersburgo. Durante o encontro, discutiram diversos temas, incluindo a cooperação econômica entre os dois países e o conflito com o Irã.
- Ao comentar as negociações, o assessor de Putin, Yuri Ushakov, confirmou que a situação em torno do conflito na Ucrânia foi o tema central da conversa entre o presidente russo e o enviado americano. Ele observou que a Rússia considera a possibilidade de retomar as negociações trilaterais com a participação de representantes da Rússia, dos Estados Unidos e da Ucrânia.