A ex-candidata à Presidência do Equador, Luisa González, foi detida, segundo o portal Primicias.
O primeiro a anunciar a detenção foi o ex-presidente equatoriano Rafael Correa, que denunciou a prisão da ex-candidata de seu partido e uma das principais opositoras do atual chefe de Estado, Daniel Noboa.
Na rede social X, Correa escreveu: "Prenderam Luisa González. Já chega! #EquadorVencerá".
Fontes policiais confirmaram a detenção da dirigente política em Canuto, no cantão de Chone, na província de Manabí.
A operação foi realizada por agentes de uma unidade de investigação de Quito, que a vinculam a um suposto esquema de crime organizado.
Posteriormente, a Procuradoria-Geral do Equador publicou em suas redes sociais, sem fornecer maiores detalhes, que três pessoas haviam sido detidas nas províncias de Pichincha e Manabí, "por sua suposta participação no crime de lavagem de dinheiro".
No entanto, a instituição não confirmou se González estava entre os detidos.
No mês passado, González foi impedida pelo Tribunal Contencioso Eleitoral do Equador de prosseguir com o processo de candidatura naquela província. "Para surpresa de ninguém, em meio a esta ditadura", escreveu ela no X.
"Noboa sabe que a grande maioria do povo equatoriano e de Manabí o rejeita e que só com fraude ele pode me vencer nas urnas", acrescentou González.
A candidata encerrou sua mensagem convocando a população a não desistir diante da decisão e afirmou que permaneceria ao lado daqueles que a apoiassem.
Críticas nas redes sociais
Nos últimos dias, González fez duras críticas a Noboa nas redes sociais.
Entre os temas abordados está a proposta de reduzir a iluminação pública para economizar energia elétrica, o que poderia aumentar os riscos à segurança da população em um contexto marcado pela violência provocada por organizações criminosas. Ela também criticou a falta de combustível em alguns postos de cidades como Quito.
Além disso, González questionou o suposto uso de recursos públicos pelo presidente para financiar sua estratégia de propaganda digital nas principais plataformas de redes sociais.
Segundo o jornal Expreso, Noboa gastou até 2,9 milhões de dólares com essa finalidade.
Em outra publicação, a ex-candidata comentou o escândalo envolvendo o consultor argentino Fernando Cerimedo e denunciou a suposta existência de um esquema coordenado por Washington para atacar a esquerda na região.
"[Existe] toda uma estrutura macabra envolvendo Marco Rubio, o movimento MAGA [corrente política ligada a Donald Trump, cujo lema é "Make America Great Again"], e presidentes latino-americanos que estão destruindo nossos países para transformar a América Latina em seu quintal", escreveu ela.