'Mandei bombardear': Netanyahu usa ataque ao Catar para rebater acusações de vínculos com Doha

Em entrevista ao The Jerusalem Post, o premiê israelense classificou as acusações contra integrantes de seu círculo próximo como uma "caça às bruxas" no contexto do escândalo conhecido como "Catargate".

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu,citou o ataque ordenado por Israel contra a capital do Catar em 2025 para rebater as acusações de que integrantes de seu círculo próximo teriam promovido interesses de Doha.

Em entrevista ao The Jerusalem Post em 21 de outubro, Netanyahu destacou: "Eu mandei bombardear o Catar, sabe? E me acusam de ser pró-Catar. Eu ataquei o Catar".

Questionado sobre assessores que teriam sido investigados ou acusados de receber pagamentos para favorecer interesses catarianos, o premiê mencionou a avaliação de um juiz não identificado que teria classificado o caso como uma "caça às bruxas". 

Veículos de comunicação israelenses noticiaram que Yonatan Urich, assessor de Netanyahu, teria recorrido ao ChatGPT para elaborar estratégias de comunicação destinadas a melhorar a imagem da liderança do Catar em Israel, entre a comunidade judaica internacional e junto a figuras influentes nos Estados Unidos.

Segundo as informações divulgadas, esses materiais teriam sido apresentados durante interrogatórios. O episódio faz parte de uma investigação mais ampla, iniciada em 2024, que envolve pessoas próximas ao primeiro-ministro e ficou conhecida como "Catargate". O caso apura suspeitas de que integrantes do círculo político teriam trabalhado para promover interesses catarianos enquanto mantinham vínculos com a liderança israelense.