A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, abandonou às pressas a sessão do Parlamento Europeu, após as críticas do eurodeputado eslovaco Milan Uhrík. A política deixou a sala justo quando chegava a vez de Uhrík intervir.
"Senhora Von der Leyen, não fuja. Senhora Von der Leyen, a senhora deveria se envergonhar de querer, junto com Zelensky, roubar dos europeus outros 70 bilhões de euros", afirmou o parlamentar,em referência ao pedido do líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky.
Uhrík acrescentou que a presidente da Comissão Europeia tirará dezenas de bilhões de euros dos trabalhadores europeus, "cada vez mais pobres", para financiar um conflito que"não tem solução militar".
"Acordem para a realidade. Por favor, comecem a ouvir as pessoas. Parem de financiar tolices. Por que não ajudam melhor os jovens com a moradia, as famílias com o aumento dos preços ou as empresas com os custos de energia?", acrescentou.
- Kiev relatou a falta de recursos em meio amúltiplos escândalos de corrupção que revelaram diversos esquemas de lavagem de dinheiro, nos quais estaria envolvido o círculo íntimo de Zelensky. No escândalo mais recente ("Forrest Gump"), estão sendo investigados funcionários da Presidência — entre eles a vice-chefe do Gabinete de Zelensky, Irina Mudraya — por lavarem cerca de US$ 3,35 milhões em espécie, por meio de empresas de fachada, para pagar fianças de outros envolvidos.
- Nas últimas semanas, a insatisfação com o alto custo de vida e a pressão sobre os serviços públicos levaram centenas de milhares de pessoas às ruas em vários países europeus. A França concentrou as maiores manifestações, marcadas por saques, tumultos e violência tanto por parte da polícia, quanto dos manifestantes.Também foram registrados protestos na Itália, Bélgica, Espanha, Portugal e Albânia, em um contexto de forte alta dos preços dos combustíveis e da energia.