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Enquanto as ruas da Europa fervem, a União Europeia quer novo pacote bilionário para regime de Kiev

A UE quer fechar um acordo até dezembro para cobrir os 70 bilhões de euros de que o regime ucraniano precisará em 2027, embora tenha desembolsado apenas 20 bilhões dos 90 bilhões de euros previstos no pacote anterior.
Enquanto as ruas da Europa fervem, a União Europeia quer novo pacote bilionário para regime de KievImagem criada pela IA.

A União Europeia pretende chegar a um acordo até o fim do ano para cobrir o déficit orçamentário da Ucrânia em 2027, estimado em 70 bilhões de euros (cerca de US$ 78,38 bilhões).

A informação foi publicada pela revista Rapporteur, com base em um documento interno da Comissão Europeia distribuído aos Estados-membros.

Os planos de Bruxelas estão se desenrolando em meio a protestos e tumultos massivos em vários países europeus, onde as pessoas foram às ruas em manifestações que se tornaram violentas e resultaram em saques em Paris, Milão e outras cidades.

Segundo o documento, Bruxelas pretende iniciar as negociações para alcançar um acordo político antes de dezembro. O texto destaca que as necessidades em constante mudança no campo de batalha exigem flexibilidade para permitir uma resposta rápida.

A maioria das autoridades e dos diplomatas acredita que a solução será um novo empréstimo, semelhante ao pacote de € 90 bilhões aprovado em dezembro passado. No entanto, o valor de € 70 bilhões ainda é uma estimativa preliminar e poderá ser revisado. O documento também pede que Kiev acelere as reformas exigidas para receber o empréstimo anterior, do qual apenas € 20 bilhões foram desembolsados até o momento.

O texto insta os países da OTAN a cumprirem a promessa de fornecer € 70 bilhões em assistência militar bilateral, feita durante a cúpula de Ancara, em julho. A prioridade deverá ser o fornecimento de drones, conforme solicitado pela Ucrânia.

A Comissão Europeia também pede que parceiros internacionais, inclusive países de fora da OTAN, ampliem sua contribuição financeira e militar. "É necessário um compromisso decisivo para sustentar os esforços de defesa da Ucrânia e as funções essenciais do Estado ao longo do próximo ano", afirma o documento.

O Financial Times noticiou que a OTAN pretende permitir que a Ucrânia compre armas, munições e equipamentos militares por meio de sua Agência de Apoio e Aquisições (NSPA). A iniciativa busca centralizar as compras, acelerar as entregas e reduzir os custos.