Lula exalta obras do governo e Flávio critica paralisações em debate na Globo

Flávio afirmou que o Brasil tem mais de 11,5 mil obras paralisadas. Lula, por sua vez, disse que "se o candidato conhecesse um pouco o Brasil, ele saberia que em nenhum momento da história do país se investiu tanto em obras".

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos que disputam o segundo turno das eleições presidenciais, trocaram críticas sobre infraestrutura e desenvolvimento econômico no debate realizado pela TV Globo, apresentado pelo jornalista Cesar Tralli.

O primeiro tema discutido foi o potencial econômico do Brasil e os desafios para ampliar as exportações.

Lula defendeu os investimentos realizados por seu governo e afirmou que o país nunca investiu tanto em infraestrutura. "Se o candidato conhecesse um pouco o Brasil, ele saberia que em nenhum momento da história do país se investiu tanto em obras de estrutura como investimos nos últimos anos", declarou.

O petista citou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com investimentos anunciados de R$ 1,7 trilhão, e mencionou projetos em ferrovias, hidrovias, estradas, portos e aeroportos. Também afirmou que seu governo herdou mais de 6 mil obras paralisadas e que realizou mais investimentos na área do que a gestão anterior.

"Meu adversário sabe que qualquer coisa que pensar em infraestrutura fizemos mais de três ou quatro vezes que o governo deles fizeram", disse Lula, que também prometeu dar continuidade às obras em andamento caso seja reeleito.

"Cemitério de obras"

Flávio Bolsonaro, por sua vez, citou um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), segundo o qual mais de 11,5 mil obras estão paralisadas no país. "O Brasil voltou a ser um cemitério de obras", afirmou o senador, ao criticar a situação da infraestrutura brasileira.

O candidato do PL defendeu a expansão da malha ferroviária e a ampliação da conectividade digital como estratégias para impulsionar a economia. "Vou rasgar esse Brasil de ferrovias", declarou.

Flávio também propôs tratar a internet como infraestrutura, citando o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como referência. Segundo ele, ampliar a conectividade pode favorecer o agronegócio e permitir que o setor aumente sua produção.