
Choque cultural: Departamento de Guerra dos EUA classifica Institutos Confúcio como risco à segurança nacional

O Departamento de Guerra dos Estados Unidos classificou os Institutos Confúcio como ameaça à segurança nacional, conforme anunciou o secretário Pete Hegseth, intensificando a ofensiva contra iniciativas chinesas de influência cultural em território americano.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Hegseth alegou que 80 novas "células de propaganda" surgiram em 30 universidades usando nomenclaturas e estruturas distintas, mas mantendo o objetivo de "roubar propriedade intelectual e infiltrar as mentes dos estudantes americanos".

O secretário afirmou que o Pentágono desmantelou sistematicamente essas organizações nos últimos dois meses.
Os Institutos Confúcio foram criados pelo governo chinês em 2004 como organizações educacionais sem fins lucrativos para promover o ensino do mandarim e divulgar a cultura do país no exterior, geralmente em parceria com universidades estrangeiras.
A China defende que as instituições atendem à demanda de jovens americanos e funcionam de forma transparente, conforme contratos acordados, enquanto o governo americano há tempos as acusa de funcionarem como ferramentas de propaganda.
A embaixada chinesa em Washington não comentou a decisão.
A ofensiva antecede a gestão atual: em 2020, sob o primeiro mandato de Donald Trump, os institutos foram classificados como missão estrangeira da China, e em 2021 — sob o mandato de Joe Biden — uma lei restringiu financiamento federal a universidades que contassem com uma filial do instituto.
