A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a prorrogação da votação até as 19h em 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, além do adiamento da divulgação dos resultados presidenciais até o fechamento das urnas nessas localidades. A informação foi publicada pelo Metrópoles.
A defesa do candidato argumenta que chuvas, alagamentos, interdições de vias e falta de energia dificultaram a chegada de eleitores aos locais de votação. Pelo pedido, as demais seções poderiam transmitir os votos normalmente, mas os resultados só seriam divulgados após o encerramento do prazo adicional.
"Com alertas abertos durante o horário de votação e locais de votação com acesso alterado, o eleitor não pode ser posto diante da escolha entre a própria segurança e o exercício do voto", afirmou a campanha na solicitação encaminhada ao presidente do TSE, ministro Nunes Marques.
Em São Paulo, o pedido abrange a capital, Jundiaí, Itapevi, Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Itapetininga, Botucatu, Apiaí, Ribeira e Iporanga. No Paraná, inclui Curitiba e Guaratuba. Em Santa Catarina, são citados Tijucas, Videira, Trombudo Central, Joaçaba e Águas de Chapecó.
Segundo a defesa, 3.745 eleitores tiveram suas seções transferidas em Curitiba e Guaratuba, enquanto outros 446 precisaram votar em uma escola diferente em Itapevi, após o entorno do local original ficar inacessível.
Pedidos alternativos
Caso o TSE não autorize a prorrogação nos 17 municípios, a campanha solicita que o horário seja ampliado ao menos em locais específicos de Itapevi, Americana, Curitiba e Guaratuba, onde teriam ocorrido mudanças de endereço ou dificuldades de acesso.
Outra alternativa seria permitir que juízes eleitorais dos três estados concedam até duas horas adicionais nas seções em que forem constatados, até as 17h, impedimentos provocados por alagamentos, deslizamentos, vias interditadas ou falta de energia.
A campanha também pede que a medida alcance outras localidades identificadas pela Justiça Eleitoral. Em Santa Catarina, a defesa reconhece que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC) avaliava a situação geral como normal durante a manhã, mas aponta ocorrências localizadas de falta de energia e eleitores ilhados.
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário de Flávio no segundo turno, também solicitou ao TSE a ampliação da votação em duas horas, alegando problemas no transporte público e oferta de ônibus abaixo da determinada pela Justiça Eleitoral.