O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) interrompeu a contagem de votos do segundo turno das eleições presidenciais, após o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a prorrogação da votação até às 19h.
"Considerando a gravidade dos fatos narrados, que chegaram ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal em 16:32:49, da data de hoje, e diante da urgência evidente na medida, determino prorrogação por duas horas, até às 19h, horário de Brasília, do encerramento do recebimento dos votos em todas as seções de todo o Brasil, cabendo ao TSE dar cumprimento", declarou Zanin.
No momento da decisão do TSE, apenas 0,25% das seções eleitorais haviam sido apuradas. Lula (PT) conta com 57,66% dos votos (193.574 votos), enquanto Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 42,34% (142.169 votos).
Campanhas pediram prorrogação
A decisão de Zanin foi uma resposta ao pedido da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A solicitação apresentou denúncias de problemas no transporte de eleitores em pelo menos dez estados. A equipe jurídica da campanha argumentou que a ampliação do horário permitiria preservar a "igualdade entre os eleitores".
Entre as cidades com relatos de dificuldades de deslocamento estão São Paulo, Salvador, Petrópolis e João Pessoa, onde eleitores denunciaram falta de ônibus e redução da frota durante o segundo turno das eleições presidenciais.
Acampanha de Flávio Bolsonaro (PL) também solicitou ao TSE a prorrogação da votação até as 19h. O pedido inclui municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
A defesa do candidato argumenta que chuvas, alagamentos, interdições de vias e falta de energia dificultaram a chegada de eleitores aos locais de votação. Pelo pedido, as demais seções poderiam transmitir os votos normalmente, mas os resultados só seriam divulgados após o encerramento do prazo adicional.