Notícias

Trump chama Noruega de 'país de merda' após ficar sem Nobel da Paz

O premiê norueguês rebateu a declaração, lembrando que a escolha do laureado é feita por um comitê independente. A vencedora de 2026 foi a jurista sul-africana Navi Pillay, crítica das políticas de Washington e de Israel.
Trump chama Noruega de 'país de merda' após ficar sem Nobel da PazGettyimages.ru / Kevin Dietsch

Donald Trump chamou a Noruega de "país de merda" durante um comício em Port Huron, no estado de Michigan, ao abordar os recentes distúrbios na França e a questão migratória, segundo a Reuters.

Ao atribuir os episódios de violência na França à imigração, o presidente americano afirmou que aceitaria imigrantes de algumas nacionalidades, mas não noruegueses, justificando sua posição com o fato de não ter recebido o Nobel da Paz e declarando: "Não quero ninguém da Noruega".

Trump declarou ainda: "A Noruega se tornou um país de merda, na verdade", recorrendo a uma expressão que já havia usado anteriormente para se referir ao Haiti, à Líbia, à Somália e ao Iêmen.

O ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth Eide, respondeu às declarações em entrevista à emissora pública NRK, ressaltando: "Ele sabe muito bem que o Comitê Nobel é independente. Já lembramos isso, caso alguém tenha dúvidas, e continua sendo assim".

Apesar das declarações, não há indicação de que o governo americano tenha adotado uma nova política oficial para restringir a entrada de cidadãos noruegueses nos Estados Unidos.

A disputa em torno do Nobel

O Comitê Norueguês do Nobel anunciou a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay como vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026, reconhecendo sua atuação em defesa do direito internacional e da responsabilização por crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio.

Em reação à escolha, Trump compartilhou uma publicação de seu ex-advogado David Schoen, que classificou Pillay como "uma crítica descarada dos Estados Unidos e de Israel".

Schoen também afirmou que o Comitê Nobel "se desacreditou de forma irreversível" ao conceder o prêmio à jurista.