A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou, durante sua participação no Fórum dos Países Exportadores de Gás (FPEG), realizado em Moscou, que excluir a Rússia da "fórmula gasífera internacional" seria um "grave erro".
"Pretender excluir, por exemplo, a Rússia da fórmula gasífera internacional provou ser um grave erro, pelo qual hoje pagam os povos do mundo", declarou a mandatária venezuelana a partir de Caracas.
A esse respeito, afirmou que o país sul-americano reafirma "o papel estratégico do gás natural como recurso energético determinante para o crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável".
Ela afirma que o uso estratégico do gás natural "permitirá promover um equilíbrio global que aborde, com pragmatismo e responsabilidade, o trilema energético, articulando segurança no abastecimento, acessibilidade econômica e sustentabilidade ambiental".
"Queremos ser uma potência gasífera"
Em sua fala, lembrou que as doze nações que compõem o Fórum "concentram 71% das reservas provadas de gás do planeta e 40% da produção comercializada".
"Somos, por definição e vocação, garantidores indispensáveis da estabilidade e da segurança energética da humanidade", acrescentou.
Delcy defendeu também o "fortalecimento do diálogo e da cooperação na indústria de gás", diante "do atual cenário internacional marcado por desafios geopolíticos complexos".
A presidente encarregada também pediu que se promova o "desenvolvimento de cadeias globais de suprimento, o intercâmbio de capacidades técnicas e o avanço no uso do gás natural em todos os setores da economia".
Sobre a Venezuela, que ocupa o nono lugar mundial em reservas comprovadas de gás, afirmou: "Queremos ser uma potência produtora de gás, tanto para o consumo nacional quanto para a exportação".
Ela expressou ainda o desejo de "colocar suas imensas reservas energéticas a serviço do equilíbrio energético mundial, da cooperação Sul-Sul e da prosperidade compartilhada entre os povos".
- A Assembleia Nacional (o parlamento venezuelano) aprovou, este ano, o projeto de reforma parcial da Lei Orgânica de Hidrocarbonetos, que traz uma série de modificações incorporando novos mecanismos de exploração, extração e comercialização de petróleo e gás natural venezuelanos.