Um avião particular da empresa Baires Fly foi retido no aeroporto de Iguazú, na Argentina, enquanto a Polícia Federal (PF) brasileira investiga se o senador Flávio Bolsonaro tentou deixar o país pela fronteira para seguir aos Estados Unidos, informou imprensa argentina.
Anteriormente, as fontes da cúpula da PF tinham informado que o senador não passou por nenhum ponto regular de migração brasileira nas últimas horas. Segundo imprensa, o senador não está na Argentina
A aeronave chegou ao aeroporto de Puerto Iguazú de Buenos Aires na madrugada e teve a tripulação — dois comandantes e uma comissária — retida. O plano de voo foi cancelado após a verificação identificar que um dos quatro passageiros seria, supostamente, o ex-candidato à presidência, informou a mídia.
O episódio ocorre após o senador afirmar que agentes da Polícia Federal o abordaram quando saía da casa do pai, em Brasília, para comunicar uma decisão atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinava a entrega de seu passaporte e o proibia de deixar o país.
Negação de informações
Flávio tinha garantido que vai acatar a ordem, mas insistiu que jamais cogitou sair do Brasil.
"Vou entregar os passaportes e vou lutar contra essa aberração, que é nitidamente uma tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar", disse.
Ao Metrópoles, o senador e coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, negou que o ex-candidato tenha deixado o país.
A possibilidade de Flávio deixar o Brasil ganhou repercussão após declarações de seu irmão Eduardo Bolsonaro, que vive nos EUA. Em entrevista a um programa conservador americano, Eduardo comentou a hipótese de o senador sair do país caso derrotado. As falas alimentaram especulações nas redes, mas fotos e vídeos antigos não confirmam uma nova viagem.
Moraes determinou cancelamento de todos os passaportes
O ministro Alexandre de Moraes determinou o cancelamento de todos os passaportes de Flávio Bolsonaro e que o candidato derrotado nas eleições presidenciais entregue os documentos.
A decisão foi dada em processo em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro, em um suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e bets.
Os dois confirmam que são amigos, mas negam serem sócios ou qualquer irregularidade.