O presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, afirmou, em uma publicação na rede social X, que teve que entregar seu passaporte à Polícia Federal.
''Meu passaporte já está nas mãos da Polícia Federal'', escreveu o dirigente partidário na plataforma. A publicação responde à postagem de uma usuária que sugeriu que Rui poderia ter seu passaporte confiscado por Alexandre de Moraes em razão de suas frequentes críticas ao ministro.
De acordo com o Diário da Causa Operária, Rui teve o passaporte apreendido em meados de agosto, quando foi alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de desvio de recursos e lavagem de dinheiro.
A investigação tem como foco pagamentos realizados pelo PCO a fornecedores do setor gráfico. Segundo o que foi apontado, Rui Costa Pimenta teria direcionado repasses de cerca de R$ 900 mil à Digiartegraphics Gráfica Ltda, e de precisamente R$ 555.092 à JCO Gráfica e Editora, em 2022. Também são mencionados repasses de ao menos R$ 365.954 à Dauzaker Edições e Impressões entre 2017 e 2020.
À época, o político afirmou que os valores correspondem a despesas com materiais impressos utilizados em quatro eleições e declarou-se alvo de perseguição política.
"O juiz pode achar estranho, mas não é ilegal. Não está na lei eleitoral, não está no regulamento do TSE, que você é obrigado a contratar empresas de pessoas que não têm vinculação partidária", observou.