Israel deve "tomar todo o território" da Faixa de Gaza, e seus habitantes deveriam ser incentivados a emigrar para a França, o Reino Unido ou outros países europeus, declarou ao jornal The Jerusalem Post o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir.
"Se você me perguntar o que deveria ser feito em Gaza, deveríamos conquistar todo o território. Tudo. Esta é a nossa terra, a terra do povo judeu. E deveríamos incentivar a emigração", afirmou o ministro à imprensa israelense.
Ben-Gvir argumentou que muitas dessas pessoas poderiam se mudar para "lugares mais atraentes", onde há demanda por trabalhadores e onde "poderiam viver com mais conforto".
O chefe da Segurança Nacional relembrou um plano apresentado por Donald Trump para deslocar aproximadamente 2 milhões de habitantes de Gaza.
"Por que não enviá-los para a França, por exemplo? Oferecer a eles boas condições em outros países, talvez no Reino Unido, em Londres ou em lugares assim", acrescentou.
Ben-Gvir defende a continuidade da ofensiva militar
O ministro, cujas posições costumam ser classificadas como extremistas, opôs-se repetidamente aos acordos de cessar-fogo e de libertação de reféns durante o conflito entre Israel e o Hamas, além de defender a manutenção das operações militares tanto no enclave palestino quanto no Líbano.
Questionado sobre a deterioração da imagem internacional de Israel, apontada por seus críticos, respondeu que essa imagem é importante para ele, mas que não "colocaria em risco a vida de combatentes, soldados ou civis" apenas para que o país fosse bem-visto pelo mundo.
- Há 3 anos, Israel enviou suas forças à Faixa de Gaza em retaliação a uma incursão liderada pelo Hamas, que resultaram em cerca de 1.200 mortos nos combates com as forças israelenses e outras 250 foram feitas reféns.
- Os bombardeios israelenses e a ofensiva terrestre no território mataram de mais de 74 mil palestinos nos últimos 3 anos, entre eles cerca de 22 mil crianças.
- Mais de 1.500 dessas mortes ocorreram após o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos ter entrado em vigor em outubro do ano passado.