O senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na disputa pela Presidência, deixou o Brasil e seguiu para os Estados Unidos em um jato particular.
O Gulfstream G400 de matrícula LV-JQW, que teria transportado Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, aparece estacionado na pista do Aeroporto Internacional Cataratas del Iguazú, em Puerto Iguazú, na Argentina, em uma fotografia divulgada pelo O Globo.
A aeronave ficou no local durante todo o dia anterior, sob monitoramento da Polícia Federal (PF) brasileira.
A imagem foi obtida com exclusividade pela equipe da coluna e registra o jato ainda na tarde do dia anterior, após o cancelamento de um plano de voo direto para os Estados Unidos.
A PF já tinha informações sobre o trajeto que o senador faria até a Argentina, cruzando a fronteira pela região de Foz do Iguaçu.
No entanto, a falta de jurisdição em território argentino impediu os agentes brasileiros de intervir diretamente para barrar a decolagem da aeronave.
Rota prevista e confirmação da entrada na Argentina
O portal Infobae noticiou a possível passagem de Flávio pela fronteira. O avião citado pela imprensa argentina saiu de Buenos Aires e pousou em Puerto Iguazú.
O jornal Clarín informou que o voo para Miami, previsto para as 2h30, acabou cancelado.
A empresa Baires Fly, responsável pela operação, não havia fornecido a relação de passageiros que embarcaram no jato.
A entrada de Flávio Bolsonaro na Argentina só foi confirmada oficialmente pelo serviço migratório do país na madrugada, após a travessia da ponte Tancredo Neves, na região de Foz do Iguaçu.
Segundo informações da imigração argentina, o grupo passou pela Argentina e seguiu de avião particular para o Equador antes de seguir viagem.
Duas investigações sob suspeita
O caso ganhou relevância depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o cancelamento dos passaportes comum e diplomático de Flávio e estabeleceu que ele deveria entregar seus documentos à Polícia Federal, em meio a investigações em andamento e à possibilidade de deixar o território brasileiro.
O senador é alvo de duas investigações: uma apura um possível pedido de recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro, além de suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e evasão de divisas.
A outra examina sua relação com o advogado Willer Tomaz, diante de indícios de movimentações financeiras suspeitas.