Jato que levou Flávio Bolsonaro aos EUA pertence a empresa investigada por corrupção na Argentina

Segundo a investigação, a empresa emitia faturamento simulado por voos nunca existiram.

A Baires Fly, empresa dona da aeronave particular, em que Flávio Bolsonaro e sua família viajaram para os EUA, está no centro de um dos maiores escândalos de corrupção do governo de Javier Milei na Argentina e é investigada pela Justiça Federal do país por lavagem de dinheiro.

A empresa de propriedade do empresário Luis Grande ganhou projeção após as eleições argentinas de 2023, quando Milei usou um de seus aviões para a primeira viagem internacional aos EUA.

A companhia é acusada de lavar milhões em recursos públicos desviados da Agência Nacional de Deficiência (ANDIS).

Segundo a investigação, fornecedores que ganhavam do Estado contratos superfaturados transferiam propinas para as contas da Baires Fly, que emitia faturamento simulado por voos nunca realizados.

Fuga de Flávio pela Argentina

O senador Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos nesta quarta-feira (28) em um avião particular com sua esposa e duas filhas. 

No dia anterior, a Direção de Migração da Argentina informou em suas redes sociais que Bolsonaro e sua família entraram no país às 22h50 de terça-feira (27), pela Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, na fronteira com o Brasil.

Segundo o órgão, o grupo apresentou documentos de viagem válidos e não havia impedimentos legais para a entrada em território argentino.

Segundo informações divulgadas pelo canal argentino C5N, Santiago Caputo, assessor político do presidente da Argentina, Javier Milei, estava presente no aeroporto de Iguazú no mesmo momento em que Flávio Bolsonaro chegou ao local com a família.

O episódio acontece após uma decisão atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que teria determinado o cancelamento dos passaportes do senador e imposto restrições à saída do Brasil.