Maior companhia aérea da Europa avalia congelar salários e reduzir funcionários diante da alta do combustível

A Ryanair prevê aumento de 2 bilhões de euros nas despesas com querosene de aviação e estuda ampliar o uso de IA para conter custos.

A companhia aérea irlandesa Ryanair registrou lucro líquido de 2,15 bilhões de euros no primeiro semestre fiscal que termina em março do próximo ano, o que representa uma queda de 15% na comparação anual, informou a companhia em seu relatório financeiro.

Para conter os custos provocados pela alta do combustível em meio ao conflito no Oriente Médio, a empresa avalia congelamentos temporários de salários, redução do número de tripulantes por voo e maior uso de inteligência artificial (IA), medidas que, segundo o presidente-executivo Michael O’Leary, fazem parte de uma revisão geral das despesas do grupo, conforme relatou o The Guardian.

A Ryanair prevê que a conta de combustível aumente cerca de 2 bilhões de euros no próximo exercício fiscal, pois os preços do querosene de aviação devem permanecer elevados durante boa parte do próximo ano caso não haja uma solução rápida para o conflito no Oriente Médio.

Atualmente, 80% da demanda de combustível até o fim de março do próximo ano está protegida por contratos de hedge a US$ 67 o barril, enquanto que a cobertura para os 12 meses seguintes chega a US$ 95 o barril.

"Está começando a ficar claro para todos que nós [do setor] não estamos suficientemente protegidos", afirmou O’Leary.