As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram ataques limitados contra a ilha de Qeshm, a maior do Irã e localizada no Estreito de Ormuz, em resposta a um suposto disparo das forças iranianas contra uma aeronave americana, segundo informações divulgadas pela imprensa dos EUA com base em fontes oficiais.
Três autoridades americanas confirmaram à CNN o incidente envolvendo a aeronave e afirmaram que os bombardeios não representam uma operação de combate em larga escala, mas seriam supostamente "ações defensivas" destinadas a proteger os ativos dos Estados Unidos na região.
"Essa foi uma medida defensiva, pois os iranianos utilizaram mísseis terra-ar contra ativos dos EUA", declarou uma fonte ouvida pela emissora.
Por sua vez, o jornalista Barak Ravid, do portal Axios, publicou no X, citando um funcionário americano, que a Guarda Revolucionária iraniana disparou um míssil da ilha de Qeshm contra um caça americano que sobrevoava o Estreito de Ormuz.
"Em seguida, o caça americano destruiu o lançador de mísseis terra-ar em legítima defesa, segundo informou uma autoridade dos Estados Unidos", escreveu o jornalista.
A agência iraniana Tasnim também repercutiu a publicação de Barak Ravid. No entanto, até o momento da publicação desta reportagem, a guarda não confirmou nem negou o suposto disparo contra a aeronave americana.
Cinco explosões de grande intensidade
A imprensa iraniana noticiou cinco fortes explosões na ilha de Qeshm.
Jornalistas que estavam na região afirmaram que as detonações ocorreram de forma contínua e sequencial. Pela intensidade dos impactos registrados, estimou-se que as explosões tenham ocorrido no interior da ilha.
Alguns moradores de Qeshm também relataram ter visto duas aeronaves sobrevoando a área.
A Guarda confirmou os impactos, embora ainda não tenha divulgado um comunicado oficial sobre o episódio.
O Wall Street Journal foi o primeiro a revelar a ofensiva americana contra Qeshm, informando que a ação fazia parte de uma série de ataques limitados realizados secretamente por Washington nas últimas semanas.
Já a jornalista Kellie Meyer, da NewsNation, informou que as forças americanas atingiram radares e lançadores de mísseis na ilha iraniana de Qeshm.
Segundo suas fontes, não se trata de uma "escalada", mas da continuidade de ataques realizados nos últimos seis meses.
De acordo com fontes ouvidas pela CNN e pelo Wall Street Journal, o governo americano manteve a operação em sigilo para não ampliar a repercussão da ação nem transmitir a impressão de que pretende retomar combates em grande escala às vésperas das eleições de meio de mandato.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o conflito contra o Irã como "uma guerra muito branda", embora tenha advertido que Washington poderia atacar "imediatamente" a instalação nuclear subterrânea do Monte Pickaxe caso a inteligência americana detectasse um aumento das atividades nucleares no local.
Ao mesmo tempo, a imprensa relata com frequência cada vez maior que os Estados Unidos estão se preparando para retomar operações militares de grande escala contra o Irã após as eleições de meio de mandato.