'Não vamos ficar correndo atrás de ninguém': Lavrov emite alerta à Europa

O chefe da diplomacia russa declarou que a Rússia está disposta a colaborar com os países que "renunciem às suas intenções hostis" e busquem um "equilíbrio justo de interesses".

O chanceler russo, Sergey Lavrov, afirmou que Moscou não buscará aproximações com o Ocidente, embora mantenha aberta a possibilidade de diálogo.

"Não vamos correr atrás de ninguém, mas nossas portas estão abertas", afirmou Lavrov na IV Conferência Internacional de Minsk sobre Segurança Euroasiática. Ele ressaltou que a Rússia está disposta a colaborar com os países que "renunciem às suas intenções hostis" e busquem um "equilíbrio justo de interesses".

O ministro reconheceu que, "por ora", não há perspectivas de um "diálogo realista" com a Europa, acusando o Ocidente de se opor ao avanço de uma ordem mundial multipolar e de tentar ampliar sua influência no leste da Eurásia.

Lavrov mencionou também os "preparativos" da Europa diante de um possível conflito, reiterando as palavras do presidente Vladimir Putin de que a Rússia não busca nem planeja "uma guerra" contra os países europeus. Contudo, advertiu que, caso a Europa decida iniciar um conflito armado, Moscou estará "pronta" para responder, esclarecendo que "[o conflito] será diferente e muito breve".

A tal "ameaça russa" 

A Europa continua a retratar a Rússia como uma suposta ameaça apesar das repetidas declarações de Moscou de que não tem planos de atacar. Durante a sessão plenária do Clube Valdai, Putin reiterou: "Não temos intenção de atacar ninguém, nem em 2029, nem em 2030, nem em 2050". Ele também explicou que as razões para "a constante escalada da tensão por muitos países europeus" em relação à suposta "ameaça russa" se dão por conta de "uma grave deterioração da situação econômica e da política interna nesses países".

Em ocasiões anteriores, o presidente russo reiterou que as elites governantes europeias estão tomadas pela histeria, acreditando que "a guerra com os russos é iminente". "É impossível acreditar nisso, mesmo que tentem convencer seu próprio povo", acrescentou.

Entretanto, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, denunciou as declarações dos líderes ocidentais, afirmando que elas demonstram que estes estão se preparando "seriamente" para uma guerra contra a Rússia. Ele declarou que o objetivo de infligir uma derrota estratégica a Moscou permanece nos planos e na mente dos líderes europeus.