O Tribunal Distrital de Oslo decidiu libertar Marius Borg Høiby, de 29 anos, filho da princesa herdeira da Noruega, que foi condenado em primeira instância a quatro anos de prisão por diversos crimes, incluindo dois estupros e abuso contra sua ex-companheira, informou o jornal norueguês VG.
Høiby estava em prisão preventiva sob monitoramento eletrônico na residência real de Skaugum durante mais de 4 meses. No entanto, a promotoria recorreu da decisão e solicitou a suspensão da execução, portanto o jovem permanecerá sob custódia enquanto o recurso é analisado, conforme informação divulgada pela promotora Oda Karterud à emissora norueguesa NRK.
O tribunal decidiu que seria suficiente que Høiby se apresentasse periodicamente às autoridades, se submetesse a testes de álcool e drogas e continuasse seu tratamento em curso. Um dos testes deu positivo para álcool, informa o VG, citando decisão judicial, e o tribunal considerou mais provável que o acusado tivesse bebido no dia anterior.
No entanto, as autoridades prisionais não emitiram uma conclusão definitiva sobre o incidente, nem apresentaram um relatório formal de violação das condições de detenção. A promotora afirmou que o réu violou a proibição de consumir álcool e drogas. Ela também alertou para um "alto risco de recaída" caso ele fosse libertado.
Marius Borg Høiby é filho da rainha da Noruega, Mette-Marit, de um relacionamento anterior ao casamento com o rei Haakon VIII, e não é membro da família real norueguesa. Em 15 de junho, ele foi condenado a quatro anos de prisão após ser considerado culpado de 34 das 40 acusações imputadas contra ele. Ainda cabe recurso e sua defesa já apelou das decisões.