A China pretende intensificar o diálogo com o Irã, a Arábia Saudita e outros países do Oriente Médio para evitar a retomada dos conflitos na região. A posição foi anunciada pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, após encontros diplomáticos realizados em Pequim.
"A prioridade urgente é evitar a retomada dos conflitos no Oriente Médio, o que causaria grande sofrimento às populações da região", afirmou Mao Ning.
O chanceler chinês, Wang Yi, reuniu-se separadamente com autoridades de segurança da Arábia Saudita e do Irã para discutir a situação regional. Os encontros envolveram o conselheiro de Segurança Nacional saudita, Mosaad bin Mohammad Al-Aiban, e o secretário-adjunto do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Bagheri Kani.
"A China acredita que a estabilidade no Oriente Médio e na região do Golfo afeta não apenas o bem-estar dos países e povos da região, mas também o abastecimento internacional de energia e a paz e a segurança mundiais", declarou a porta-voz.
Iniciativas diplomáticas
Pequim afirmou que continuará apoiando a resolução das divergências entre Irã e Estados Unidos por meio de negociações, além de promover uma solução política para a questão do Iêmen.
A diplomacia chinesa também pretende contribuir para os esforços destinados a alcançar uma solução abrangente para a abertura do Estreito de Ormuz, em meio ao aumento das tensões regionais.
Mao Ning afirmou que a China seguirá as iniciativas do presidente Xi Jinping para promover a paz no Oriente Médio, defendendo o respeito mútuo e a cooperação entre os países da região.
Representantes da Arábia Saudita e do Irã elogiaram as propostas chinesas e manifestaram disposição para manter o diálogo com diferentes partes, seguindo o espírito do Acordo de Pequim. Ambos também receberam favoravelmente a continuidade da atuação diplomática da China.