PF mira grupo suspeito de recrutar brasileiras para exploração sexual em Israel

Segundo a investigação, a líder da organização usava as redes sociais e aplicativos de mensagens para recrutar mulheres interessadas em viajar ao exterior.

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Dirty Dancing para desarticular uma organização criminosa transnacional suspeita de recrutar mulheres brasileiras para exploração sexual em Israel e em outros países.

A ação cumpre um mandado de prisão preventiva e dois de busca e apreensão em Ananindeua, no Pará, além de um mandado de busca e apreensão em Goiânia, em Goiás.

Foram confiscados e bloqueados bens e valores dos investigados até o limite de R$ 10 milhões, bem como suspensas as atividades de duas empresas vinculadas a uma investigada presa. Foram também aplicadas como medidas preventivas a apreensão de passaportes, o monitoramento eletrônico e a proibição da saída do país de dois dos suspeitos.

Detalhes do caso

A investigação começou em fevereiro de 2025 a partir de informações compartilhadas pela Polícia de Israel. Segundo as investigações, a líder da organização usava redes sociais e aplicativos de mensagens para recrutar mulheres interessadas em viajar ao exterior. O grupo providenciava deslocamento e hospedagem das vítimas e mantinha operadores no Brasil responsáveis por divulgar anúncios em sites especializados e agendar clientes.

As apurações apontam ainda que os valores obtidos no exterior eram arrecadados em espécie e remetidos ao Brasil por meio de brasileiros residentes fora do país que atuariam em um esquema clandestino de câmbio.

A principal investigada teve a prisão preventiva decretada. De acordo com os elementos reunidos, o grupo teria atuado de forma contínua e movimentado uma estrutura voltada à exploração de mulheres brasileiras em diversos países.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, tráfico de pessoas, favorecimento da prostituição, cafetinagem, promoção de migração irregular e operação ilegal de câmbio.