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Lutador preso por espancar vizinhas na Tijuca admite uso de cocaína e outras drogas

Detido após invadir apartamentos e agredir idosa e diarista, o lutador foi baleado ao resistir à prisão e continua custodiado respondendo por tentativa de feminicídio e outros crimes.
Lutador preso por espancar vizinhas na Tijuca admite uso de cocaína e outras drogasRedes sociais / Captura de tela

O lutador de jiu-jitsu Lucas Portela Fontana Gomes, detido por agredir duas vizinhas na Tijuca, Zona Norte do Rio, revelou durante audiência de custódia que consome maconha, cocaína, quetamina e medicamentos controlados, segundo informações divulgadas pelo portal g1.

A juíza Laura Noal Garcia converteu sua prisão temporária em preventiva, mantendo-o custodiado na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica.

As agressões ocorreram na madrugada do dia 5 de novembro, quando Lucas invadiu o apartamento de uma idosa de 81 anos no terceiro andar do edifício, causando-lhe traumatismo craniano. Em seguida, espancou outra moradora, de 40 anos, que tentava compreender a situação, aplicando 31 golpes entre socos, cotoveladas e chutes, registrados por câmeras de segurança do elevador.

Durante a abordagem policial, Lucas foi baleado nas pernas após resistir e tentar tomar a arma de um agente. Mesmo ferido, continuou lutando contra guardas municipais e policiais militares, sendo imobilizado apenas com uso de arma de choque.

Apesar disso, foi inicialmente liberado por falta de elementos suficientes para prisão em flagrante.

A polícia já havia reconhecido informalmente o estado alterado do lutador, que apresentou uma disposição incomum para uma pessoa sóbria durante a resistência em sua detenção. Imagens do circuito interno do condomínio e cedidas ao jornal Metrópoles registraram momento em que Lucas tira as roupas em meio ao espaço comum do edifício após as agressões, surpreendendo uma moradora. Na delegacia, ele teria permanecido em silêncio e afirmado que sua memória estava "em branco".

Lucas responde por tentativa de feminicídio, ameaça, invasão de domicílio e resistência. A polícia apura a hipótese de violência de gênero, diante da falta de uma motivação clara para a conduta, para além do "ódio canalizado, por algum motivo, para as figuras femininas", de acordo com o delegado do caso, citado pelo portal Uol.