O presidente dos EUA, Donald Trump, ofereceu o cargo de secretário de imprensa da Casa Branca a Dana White, presidente e CEO do Ultimate Fighting Championship (UFC), por meio de sua rede Truth Social, em uma curiosa escolha para a vaga deixada por Karoline Leavitt em agosto e brevemente ocupada por Katie Zacharia em outubro.
Especulações nas redes sociais, porém, questionam que a indicação do magnata das artes marciais não tenha sido sequer uma escolha.
O professor e jornalista independente Adam Cochran divulgou a informação de que uma lista de indicações à vaga, elaborada pela então chefe de Gabinete Susie Wiles, antes de sua demissão em 6 de novembro e substituição pelo vice-chefe de Gabinete Stephen Miller, incluiria o nome de Dana W. White — ex-assistente do Secretário de Defesa para Assuntos Públicos, atuando como porta-voz chefe do Pentágono entre 2017 e 2019. Uma mulher, como as antecessoras do cargo.
"Antes dessa função, a Sra. White foi fundadora e CEO da 1055 Grady LLC, uma empresa de consultoria em liderança e comunicação estratégica sediada em Washington, D.C., especializada no desenvolvimento de talentos e competências de líderes de alto nível — incluindo executivos, ocupantes de cargos públicos, candidatos e agentes políticos eleitos", escreve sua biografia no portal do Departamento de Guerra dos EUA.
Usuários de redes sociais passaram a especular que Trump possa ter se confundido ao ler a listagem e publicado o convite ao CEO do UFC, sem ser corrigido pela própria equipe.
Segundo a Associated Press, não estava claro se Trump falava seriamente ou fazia uma brincadeira. A Casa Branca não havia confirmado formalmente a oferta, e uma fonte teria informado à imprensa americana que White havia negado a posição.
Contudo, White publicou nas redes sociais com uma imagem gerada por inteligência artificial, na qual aparece diante do púlpito da sala de imprensa da Casa Branca, acompanha da legenda: "Vamos para o próximo capítulo".
Em coletiva após luta de boxe em Londres, White confirmou ainda ter uma reunião marcada com Trump em Washington para 9 de novembro, sem revelar se aceitaria o posto.