Empresa envolvida em trabalho escravo é ligado a banco de bilionários da Forbes

O banco Daycoval administra um fundo de investimentos com ativos ligados à Agropecuária Arataú, empresa do grupo Queiroz Galvão, que está na Lista Suja do trabalho escravo após denúncias de abusos em suas fazendas.

O banco Daycoval administra um fundo de investimentos que inclui ativos ligados à Agropecuária Arataú, empresa de criação de gado pertencente ao grupo Queiroz Galvão.

A informação, publicada pelo Repórter Brasil, traz à tona uma nova controvérsia para a companhia, que está inserida na lista suja do trabalho escravo após a libertação de cinco trabalhadores em sua fazenda, localizada em Novo Repartimento, em 2021.

Conforme apurado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, esses trabalhadores atuavam sem registro formal na construção de cercas e eram alojados em um barraco de lona, sem acesso à água potável ou condições sanitárias adequadas, em uma área isolada.

Essa não é a primeira vez que a Agropecuária Arataú enfrenta acusações de trabalho escravo. Em 2007, na mesma propriedade onde ocorreu a denúncia mais recente, 11 trabalhadores foram resgatados em condições análogas à escravidão.

Documentos obtidos pela reportagem indicam que a associação da empresa ao fundo de investimentos gerido pelo banco Daycoval começou em setembro do ano passado.

Em resposta, o banco Daycoval afirmou que não financia atividades que empregam mão de obra em condições degradantes, mas preferiu não comentar o caso quando procurado pela mídia.