O cardiologista Roberto Kalil Filho, médico pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou ao jornal digital Poder360 na quinta-feira que, caso o presidente sofra um novo sangramento no local lesionado na cabeça, existe a possibilidade de uma cirurgia ainda mais complexa.
"Se houver um novo sangramento, o que é raro, há várias possibilidades dependendo do tamanho. Desde observação e nova trepanação até a craniotomia. Ou seja, pode ser desde uma nova drenagem até uma craniotomia", disse Kalil ao comentar sobre possíveis cenários para a saúde do presidente.
Kalil ressaltou, no entanto, que a chance de um novo sangramento é "muito improvável" e "extremamente rara". Ele afirmou que Lula deve estar totalmente recuperado em 15 dias e não precisará reduzir a agenda de trabalho ou viagens, desde que a recuperação continue no ritmo atual.
"Tudo depende da evolução. Mas, da forma como está indo, de maneira muito positiva, em 15 dias ele poderá fazer o que quiser. Pode ir para a China, para a Lua, para onde quiser", disse Kalil.
Possibilidade de craniotomia
Uma das possibilidades mais graves, em caso de novo sangramento, seria a realização de uma craniotomia. Esse procedimento, realizado por neurocirurgiões, consiste na retirada uma parte do osso do crânio para operar o cérebro. Segundo Kalil, "a craniotomia seria necessária se o sangramento voltasse e uma trepanação não fosse suficiente para resolver o problema".
"A craniotomia é uma cirurgia maior –e eu não vejo necessidade de o presidente passar por isso– que requer cortar um pedaço do crânio para remover a meninge", explicou o médico, destacando que o cérebro de Lula "não foi afetado".
- Lula foi hospitalizado na noite de segunda-feira, 9 de dezembro, quando ele sentiu fortes dores de cabeça, e precisou ser submetido a uma cirurgia no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.