Juan Jesuges Vivas, presidente da cidade autônoma espanhola de Ceuta solicitou nesta quinta-feira (30) estado de emergência nacional em seu território devido à chegada a nado de cerca de 1.500 migrantes irregulares nos últimos dez dias, alegando o colapso de recursos, informou a RTVE.
O pedido foi negado pelo Ministério do Interior da Espanha, liderado por Fernando Grande-Marlaska, argumentando que os fluxos migratórios não são considerados como uma das variáveis do Sistema Nacional de Proteção Civil, que abrange apenas desastres naturais e tecnológicos, informou a ABC.
O centro de permanência temporária que acolhe imigrantes está completamente lotado, com cerca de 1 mil pessoas na fila do lado de fora.
Os 1.500 migrantes que chegaram nos últimos dias representam aproximadamente o 2% de toda a população da cidade autônoma, que é estimada em cerca de 84 mil habitantes.
Há cinco anos Ceuta viveu um crise diplomática e migratória sem precedentes, com a entrada de entre 10 mil e 15 mil migrantes em apenas 48 horas, depois das autoridades marroquinas terem aberto os acessos em retaliação à recepção por parte de Espanha do líder saharaui Brahim Ghali.